Definitivamente o Brasil dos presidiários do PT não é o
mesmo dos demais cidadãos que vivem
nesse país varonil. Para começar, no
Brasil da maioria, mesmo que tenha roubado apenas uma galinha, o condenado
passará o resto da vida carregando um estigma do tamanho de um bonde. No Brasil
dos presidiários petistas a vida segue mansa, não há problemas financeiros e
nem desemprego.
José Genoino, sentenciando com mais de seis anos em regime
semi-aberto por corrupção ativa e formação de quadrilha, continua deputado e
recebendo R$ 26 mil por mesa, além das demais vantagens que o cargo lhe
confere. Ficou doente e foi avaliado por junta médica, na prisão e, depois, no
hospital. Os dias em que ficou preso na Papuda, em Brasília, recebeu visitas e
teve uma cela limpa, arejada, com tevê. Depois foi autorizado judicialmente a
cumprir pena na casa da filha, em Brasília, em razão do seu estado de saúde.
Ficou confirmado que ele está bem fisicamente mas continua na casa da filha.
No Brasil real, visita é semanal e o visitante é submetido a
todo tipo de vexame para garantir que não leve o que tem de sobra nas cadeias –
celulares, drogas, etc. As prisões são
depósitos de seres humanos, fétidas, não servem para reeducar ninguém. Se
doente, o preso comum terá que esperar disponibilidade de escola, viatura e,
sobretudo, boa vontade para ser encaminhado a um hospital do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mas o que mais varre com vigor a realidade para baixo do
tapete é o empregão do preso Zé Dirceu. Mesmo antes da autorização judicial,
ele conseguiu emprego como gerente administrativo num hotel em Brasília com carteira assinada,
salário de R$ 20 mil, para ser
subordinado de uma gerente geral que ganha R$ 1,8 mil por mês.
Ou já inverteram a pirâmide social – e os do andar de baixo
passaram a ganhar mais que os do andar de cima – ou, no país do Zé, estão rindo
das nossas caras de Mané!


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